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10 benefícios do soft play para crianças pequenas

Uma área de soft play parece uma hora de diversão, mas funciona como uma sessão de desenvolvimento. Eis dez coisas que uma criança pequena lá treina.

Uma área de soft play – formas de espuma, escorregas, túneis, tudo acolchoado – parece um sítio para gastar energia numa tarde de chuva. E é. Mas é também, discretamente, um dos ambientes de desenvolvimento mais eficazes que se podem dar a uma criança pequena, porque tudo o que lá acontece passa pelo próprio corpo da criança e pelas suas próprias decisões.

Eis dez coisas que uma criança pequena treina de facto numa área de soft play. Útil para quem está a escolher um espaço, e ainda mais para quem o está a planear.

1. Desenvolvimento sensorial

O soft play está cheio de estímulos sensoriais. Escorregas lisos, espuma fofa, resistências diferentes debaixo dos pés: tudo isto alimenta o tato. As cores fortes e as formas variadas trabalham a visão e a perceção visuoespacial. E cada vez que a criança trepa, rebola ou salta para baixo, treina os sistemas vestibular e propriocetivo: o equilíbrio e a noção de onde o corpo está no espaço. Para uma criança de dois anos, isto não é um efeito secundário. É o prato principal.

2. Motricidade

Túneis para gatinhar, degraus para trepar, espaço para correr: a própria organização da área está sempre a propor novas formas de movimento. Essa variedade desenvolve ao mesmo tempo a motricidade grossa (correr, saltar, trepar) e a motricidade fina, porque agarrar arestas, segurar pegas e manipular peças mais pequenas faz parte da mesma sessão de brincadeira.

Crianças a trepar por blocos macios numa área de brincadeira

3. Competências sociais

Uma área de soft play raramente está vazia, e é precisamente isso que interessa. Partilhar o equipamento, esperar pela sua vez, combinar quem vai primeiro: tudo isto se treina aqui da única forma possível, com outras crianças e com algo em jogo. A empatia e a cooperação aprendem-se a negociar, não a ouvir explicações.

4. Desenvolvimento cognitivo

Descobrir como atravessar uma estrutura, ou como subir a algo que não parecia feito para trepar, é resolução de problemas na sua primeira forma. A relação de causa e efeito está em todo o lado: empurrar faz mexer, inclinar-se demasiado faz cair. A criança vai descobrindo estas regras ao testá-las, e é por isso que não as esquece.

5. Regulação emocional

O soft play oferece um ambiente controlado, com pequenas frustrações reais. Uma escada um pouco alta demais, um degrau que não se consegue subir à primeira. É ao enfrentar um contratempo e ao ultrapassá-lo que a criança aprende como é a frustração e que ela passa. Isto é difícil de ensinar de outra forma.

6. Atividade física

Correr, trepar e saltar é trabalho cardiovascular, e as crianças fazem hoje menos disso do que antigamente. Uma área de soft play faz do movimento a regra, e não algo que tem de ser organizado – e é exatamente por isso que resulta com crianças que resistem ao exercício organizado.

7. Imaginação

Estruturas que podem ser um castelo, um navio ou uma gruta dão à criança uma base para construir uma história. O faz de conta não é uma pausa no desenvolvimento: é onde se treinam ao mesmo tempo a linguagem, a sequência dos acontecimentos e a capacidade de se pôr no lugar do outro. Um conjunto aberto, que se pode reconfigurar, faz isto melhor do que uma estrutura temática, porque deixa o tema por conta da criança.

8. Avaliar o risco

As crianças precisam de testar os seus limites, e vão fazê-lo em algum lado. Um ambiente acolchoado permite-lhes fazê-lo onde o preço de um erro de cálculo é uma aterragem macia. Subir a algo um pouco mais alto, saltar de um sítio um pouco mais elevado: são riscos calculados, e é ao corrê-los que a criança constrói uma noção exata do que o seu corpo consegue fazer. A prudência que vem da experiência é mais fiável do que a que vem de avisos.

9. Linguagem

O lado social do soft play leva as crianças a falar: para dividir o equipamento, propor uma brincadeira, contestar uma regra. O vocabulário cresce mais depressa na companhia de outras crianças, porque há uma razão para o usar.

10. Tempo com o adulto

O soft play é um dos poucos contextos em que um adulto pode estar presente sem dirigir. Brincar em conjunto, ou simplesmente estar ali enquanto a criança brinca, fortalece a relação – e dá ao adulto uma oportunidade rara e sem interrupções de ver como a criança se move, resolve problemas e lida com um contratempo.

O que isto significa quando planeia uma sala

Os dez efeitos acima vêm do ambiente, e não de um equipamento em particular. Na prática, isto significa:

  • A variedade de movimentos ganha à quantidade de equipamento. Algo para trepar, algo para atravessar a gatinhar, algo para onde saltar, espaço para correr. Quatro funções num espaço pequeno valem mais do que uma grande estrutura.
  • O que se reconfigura ganha ao que é fixo. Um conjunto que as crianças podem reconstruir está sempre a criar novos problemas para resolver. Uma estrutura fixa resolve-se uma só vez.
  • Macio em todo o lado, não só debaixo dos pés. O revestimento do chão amortece as quedas. O revestimento dos próprios elementos é o que permite, logo à partida, que a criança arrisque.

É a pensar nisto que fazemos os blocos JollyHeap: suficientemente leves para a criança os carregar, suficientemente grandes para construir, macios em todas as arestas e unidos por ímanes, para que uma parede se torne um túnel e o túnel um degrau. Veja os conjuntos ou descubra o que outras pessoas constroem com eles.

Think hard. Play soft.

A JollyHeap é um fabricante polaco de blocos magnéticos de espuma grandes e macios. Desde 2015 cosemo-los à mão em Rzeplin, perto de Wrocław. Nos jardins de infância e nas escolas, as crianças aprendem com eles a contar e a construir. Os terapeutas usam-nos na integração sensorial e na fisioterapia, e os parques infantis cobertos escolhem-nos porque aguentam um uso diário intensivo.

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